Autora: Gayle Forman
ISBN: 978-85-8163-541-5
Tradutor: Amanda Moura
Editora: Novo Conceito
Classificação: 5 |♥Tradutor: Amanda Moura
Ano: 2014
Páginas: 193Editora: Novo Conceito
Sinopse: A última coisa de que Mia se lembra é a música. Depois do acidente, ela ainda consegue ouvir a música. Ela vê o seu corpo sendo tirado dos destroços do carro de seus pais mas não sente nada. Tudo o que ela pode fazer é assistir ao esforço dos médicos para salvar sua vida, enquanto seus amigos e parentes aguardam na sala de espera... e o seu amor luta para ficar perto dela. Pelas próximas 24 horas, Mia precisa compreender o que aconteceu antes do acidente e também o que aconteceu depois. Ela sabe que precisa fazer a escolha mais difícil de todas.
Bom, no inicio do livro me senti meio perdida, até cheguei a imaginar que estava lendo errado, que tinha trocado os livros e já estava lendo era o segundo Para onde ela Foi. Fiquei completamente confusa, não sabia aonde de fato a leitura iria me levar, mas me levou a história muito boa, leve e fácil.
Passando alguns parágrafos começo a entender o enredo. O livro é narrado em primeira pessoa, através da perspectiva de Mia, a personagem principal.
Os capítulos não tem aquela referencia comum nos livros - Capitulo 1-, os títulos são horas - 7h09 -, pelo que presumi e isso também me confundiu um pouco, mas não me atrapalhou na leitura, mas o que dá para entender é que no livro conta 24 horas de um certo momento da vida de Mia, com vários acontecimentos, e entre cada hora faz uma viagem ao passado em forma de flashs, fazendo-a lembrar de momentos importantes que condizem com algo passado durante aquela hora.
Mia, é apaixonada pelo Violoncelo desde muito cedo, seguindo o oposto de tudo o que a rodeia. Seu pai fora um musico roqueiro quando mais novo, fez parte de uma banda considerada famosa em sua época; sua mãe não era musicista, mas era apaixonada pelas notas estridentes que saiam das guitarras; seu irmão por sua vez, também se amarrava em um som estridente que saia dos tambores de uma bateria; seu namorado era um musico roqueiro de uma banda que no momento estava bombando, enfim, todos os que a rodeavam era loucos por sons punks, o que causava admiração ela ter escolhido a música clássica.
[...] Não era nem um pouco parecida com o meu pai extrovertido e irônico, nem com a minha mãe durona. E para completar, em vez de aprender a tocar guitarra, escolhi o violoncelo.
Bom, mas com tanta musica envolvida no livro, dá pra entender porque foi escolhido as notas musicais e movimentos, que imagino eu, simbolize uma musica sendo tocada constantemente, para compor a diagramação, o que ficou lindo.
Imagem retirada no Google
Mesmo depois de entender muita coisa no livro, me perguntei varias vezes porque de tantos detalhes, dado para apenas poucas horas de um dia, e então quando chego na pagina 16, entendo praticamente tudo e sigo a leitura sem ficar fazendo tantas perguntas, porque vi que elas teriam respostas ao longo da leitura.
O carro destruído.[...]E entendi mais ainda porque a música seria o 'Q' do livro, sem dúvidas, ela era a base.
Que a família sofre um acidente, isso já é bem previsto pelas imagens da capa (o meu exemplar foi justamente o que saiu com a capa referente ao filme, a edição original foi publicada pela Editora Rocco,no ano de 2009). Mas após esse acidente acontecem muitas coisas e me comoveu muito a onda de mudanças que acontece ao longo das horas que se passam.
Gostei muito, a escrita da autora é bem simples. Ainda bem que comecei o ano com leituras fáceis e leves, e esse não foi diferente. A autora conseguiu me prender completamente a leitura, me surpreendendo cada vez mais a cada página
O livro está super indicado, uma história comovente. Senti falta de algo no final, pois deixou meio vago, perguntas sem repostas, espero encontra-las no próximo livro, Para onde ela foi. O filme irei assistir e assim que possível farei a comparação e contarei o que achei dele, aqui no blog, pois como os filmes de adaptação teimam em me decepcionar, espero que esse seja diferente.
Então é isso... vocês que já leram compartilhem comigo o que vocês acharam.
Um Xero da Raay

